quinta-feira, maio 17, 2007

Notícias da França...

Hoje o dia começou com peregrinação ao aeroporto, para saber o que a GroundForce, empresa controlada pela TAP (tinha de ser a TAP...) que realiza as operações de terra para praticamente todas as companias aéreas que operam no Aeroporto da Portela (LIS), PT, já havia feito sobre a minha mala. A resposta curta é nada. A resposta comprida seria "aguardando eu me manifestar para saber do meu interesse em recuperar as únicas roupas que eu tenho para passar as minhas férias em Portugal".

De qualquer forma, depois de usar de muita diplomacia, muitos sorrisos e aguentar alguma má-criação por parte dos funcionários da GroundForce, finalmente eu fui informado de que ninguém tinha se preocupado em verificar se a minha mala foi encontrada no Aeroporto Lyon-Saint-Exupery(LYS), FR, ou não.

Também depois de mais alguns sorrisos e de mais algumas palavras amáveis ao sujeito que me atendeu, descobri que o problema todo se originou com uma etiqueta trocada no Aeroporto Internacional de Schiphol (AMS), NL. Parece que eu recebi as etiquetas que deveriam ter sido colocadas na mala de um tal senhor Lacoste. E parece que o tal Lacoste tem um problema muito semelhante ao meu. Sr. Lacoste, as suas malas, caso a GroundForce (como no meu caso) não tenha sido competente o bastante para descobrir, se encontram disponíveis no Aeroporto da Portela (LIS), com as etiquetas de um tal Motta Campos...

A GroundForce também repetiu, a meu pedido insistente, a solicitação de repatriamento das minhas bagagens, que, ao que parece, estão adorando as férias em Lyon, FR, e se recusam terminantemente a subir no avião da KLM que faz a rota Lion-Lisboa*...

Às minhas bagagens: por favor tenham a decência de tirar muitas fotografias de Lion, FR, já que vocês ficaram com a câmera fotográfica. E também aproveitem para mandar um ou dois cartões postais de volta para casa, em Amsterdam, onde eu espero encontrá-las, uns bons quinze ou vinte dias depois de terminadas as minhas férias, de acordo com as previsões (sem qualquer senso de humor) dos palhaços da GroundForce.



* Aos desavisados que não sabem como funciona o esquema de pseudo-monopólio (também conhecido como concorrência restrita) sob o qual operam as companias aéreas com rotas internacionais, uma empresa sediada nos Países Baixos (como, por exemplo, a KLM) não pode operar rotas aéreas diretas conectando dois aeroportos localizados fora do território de seu país de origem. Por exemplo, Lion, França, e Lisboa, Portugal.

2 comentários:

marmita disse...

Você sabe que pode ser ressarcido de tôdas as despezas que esta confusão lhe causou, pois não?
Eu compraria na conta da KLM, TAP, ou sei lá quem, roupas novas, uma câmara fotográfica, etc. e ainda pediria mais pelo tempo e preocupação perdidos...
Será que é isso?

Anônimo disse...

A ground force é uma empresa tipica "portugesa" Onde os seus colaboradores são contratados não pela sua competençia mas sim pelos seus padrinhos , criando assim um escudo a irresponsabilidade destes.
No entanto e segundo legislação internacional tem o passageiro o direito de ser indemnizado sendo neste caso a Tap que ser responsabilizada pelo extravio ou mau serviço que a empresa de handling presta.