domingo, junho 24, 2007

Tem gente que não aprende nunca...

Como muita gente que lê isto aqui sabe, eu faço parte do LinkedIn, uma rede eletrônica de contatos que promove contatos profissionais. Você entra, monta uma espécie de CV online, e contata colegas de trabalho (de empregos novos e antigos, e pode pedir indicações para eles). É uma versão moderninha e funcional da velha agendinha de telefones com capinha preta, mas que é muito mais simples de manter autalizada.

Vocês também estão cansados de saber da minha vocação para tudo o que tem a ver com sistemas de computador e com a internet. Eu tenho um gosto especial para as coisas que são nomeadas, coletivamente, como Hacker Culture.

Eu tenho pessoalmente muito respeito por esta cultura e gosto muito de participar das comunidades [1] e das atividades [2] relacionadas. E também consigo pescar umas pérolas, como esta, que faz parte do How To Become A Hacker, um manifesto da cultura:


There is a community, a shared culture, of expert programmers and networking wizards that traces its history back through decades to the first time-sharing minicomputers and the earliest ARPAnet experiments. The members of this culture originated the term ‘hacker’. Hackers built the Internet. Hackers made the Unix operating system what it is today. Hackers run Usenet. Hackers make the World Wide Web work. If you are part of this culture, if you have contributed to it and other people in it know who you are and call you a hacker, you're a hacker.


O grifo é meu, e os links vão ajudar os meus amigos não técnicos a compreender sobre o que é que este trecho do How To Become a Hacker fala.

De qualquer forma, estes dias o email de atualização do LinkedIn me trouxe uma das coisas mais ridículas da história, que eu vou deixar registrada aqui, para não me esquecer mais.



Honestamente, eu nunca vi ninguém fazer um papel tão medíocre como o de se auto-entitular hacker... ainda mais sendo desenvolvedor Debian... mas tem gente que nunca aprende.

Um comentário:

Daniel Ruoso disse...

Caro Luís,

Surpreende-me muito a sua falta de compreensão do funcionamento do LinkedIn. Aquele campo é preenchido com a função que você ocupa na empresa, que, na empresa que eu estava anteriormente era Consultor, e nessa empresa agora é Hacker. O que eu estou querendo dizer é que não, não fui eu quem atribuiu esse título a mim. Este é *efetivamente* o nome atribuido pela Vertical à função que eu, e não só eu, ocupo...

O que me surpreende mais, no entanto, é que você faça esse tipo de julgamento sobre mim, mesmo depois de tanto tempo de convivência, mas enfim, esse é o seu jeito Ogro de ser...

Abraços,

Daniel