quinta-feira, abril 17, 2008

A última viagem da minha bicicleta

Voltando de bike do trabalho, hoje, eu tive uma surpresa desagradável. Descobri que os parafusos da minha trava-clipe (um cadeado que fica preso no corpo da bicicleta) estavam frouxos.

Bom, na verdade, eu descobri isso quando um dos dois parafusos caiu, e a minha trava (que parece uma meia-lua, quando está aberta) balançou para dentro da roda.

Bom, balançar, naquele momento, não foi exatamente o que me chamou a atenção. Eu estava ocupado, pensando no trabalho e procurando não ser atropelado por um tram enquanto voltava para casa, pedalando.

O que me chamou mesmo a atenção foi quando a trava enganchou num dos raios da bicicleta (raio, para quem não sabe, é o nome que se dá aos ferrinhos que compõem a estrutura interna da roda da bicicleta).

O barulho foi seco, um estalo forte.

E, como eu continuei pedalando, achei que não era comigo, até que eu vi a minha trava passar por mim, rolando...

Parei, olhei a bicicleta, e encontrei o raio solto, dentro da roda de trás.

Bom, solto, mas não totalmente. Ele soltou de um lado, mas ainda ficou preso do outro.

"Nada a fazer, neste momento" eu pensei. Como podia andar, recolhi a minha trava do chão, subi de volta na bicicleta, e continuei pedalando.

Mais uns minutos, e eu estava em frente de casa.

Aí, uma coisa ruim aconteceu.

Eu desci a minha marcha da quinta para a primeira, para fazer a curva e conseguir arrancar depressa, para atravessar a rua, em frente de casa. Ao reduzir a marcha, presumo que o raio solto enganchou no meu mecanismo de mudanças. Resultado: travou tudo, e o raio solto enrolou em torno do eixo traseiro, junto com a corrente.

Eu não caí, nem me machuquei de forma nenhuma. Mas esta foi definitivamente a última viagem da minha bicicleta.

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