sexta-feira, outubro 09, 2009

Primeira Impressão do Brazil: desordem

E mais uma vez o Brazil me surpreendeu: a primeira impressão que eu tive quando eu cheguei ao Aeroporto foi tremenda desordem. Vários vôos internacionais chegaram ao mesmo tempo e todos os passageiros foram enfileirados em um salão fechado, com pouca ventilação, por quase uma hora.

O mais engraçado foi que para sair dali era necessário passar no crivo da alfândega e entregar uma declaração de saúde para um funcionário de avental.

Desnecessário dizer que a concentração de pessoas era muito maior que o necessário para a transmissão da famosa SIV (também conhecida como gripe mexicana ou gripe suína).

Desnecessário dizer também que a falta de planejamento na chegada dos vôos é evidente. Qualquer pessoa que tentar cruzar o atlântico da Europa para o Brazil umas duas vezes vai descobrir que existem muito, muito poucas possibilidades de horário de chegada. Como as companias aéreas utilizam ativamente os horários diferenciados de saída e chegada como vantagem competitiva e argumento de venda, é razoável assumir que as companias não controlam os horários de chegada ao Brazil, e se dobram às regras de alguém.

Depois de passar por isso, ainda tivemos de pegar as malas, passar pela lojinha ridícula que chamam de "Free Shop" (se é "free", por que aquela merda não tem concorrentes?), e eu ainda declarei (e tive apreendido, por que dura lex, sed lex) um quilograma de queijo holandês, sob a alegação de que eu poderia estar introduzindo uma "doença nova" no Brazil (mas comer queijo na Holanda e cagar no Brazil não faz isso, certo?).

Por conta de declarar o queijo, a Yuliya saiu pela porta de "nada a declarar" e encontrou os meus pais sozinha, nas chegadas. Eu queria ter estado lá para ver a cara dela, e ver a reação dos meus pais (que eu presumo foi muito boa), mas perdi isso por conta de ser honesto com o queijo. :-/

Finalmente, depois de 14 horas de vôo e quase 3 horas de estresse, chegamos oficialmente ao Brazil. Aí, foi apenas enfrentar o trânsito (outra hora e meia, ridículo) e chegamos à casa dos meus pais.

A Yuliya estava acabada, não conseguia nem mesmo pensar direito... :(

E ainda dizem que o mais bacana numa viagem não é chegar, mas viajar...

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